sexta-feira, 27 de novembro de 2009

A rebeldia do coração

"Mas este povo é de coração rebelde e contumaz; rebelaram-se e foram-se."
Jr. 5: 23

Alguém que está em coma espiritual deixa de perceber a rebeldia do seu próprio coração


O povo de Israel vivia em desobediência constante e não se apercebia da penúria espiritual em que se encontrava. Esta é uma situação deplorável, pois o coração do homem, como é denunciado por Jeremias é totalmente enganoso. Não se pode confiar nele para encontrar soluções diante dos problemas da vida. O coma espiritual leva a pessoa a não perceber que o seu coração é a fonte de toda a rebeldia e obstinação contra Deus. Este estado de coma leva o homem a buscar explicações em vãs filosofias e em pensamentos humanistas, que se distanciam do diagnóstico bíblico sobre o coração do homem.

A Bíblia utiliza em várias passagens o simbolismo da cerviz endurecida, para ilustrar a grande rebeldia do povo de Israel (Jr. 7:26; Jr. 17:23; Jr. 19:15). A situação do coração não é nada boa, segundo a Palavra do Senhor. A rebeldia é algo inerente ao coração do homem, mas muitos não admitem tal afirmação. Na adolescência, por exemplo, os conflitos surgem com os pais e com outras pessoas por conta desta rebeldia que não foi domada nos primeiros anos da infância.

Nenhuma pessoa pode confiar no próprio coração, deixando que os intentos e propósitos internos dirijam o viver, sem amargar tristes resultados. Quem está em coma espiritual começa a enxergar valores bons no coração e a não temer as consequências dos seus atos de rebeldia. Então passa viver sem prestar contas ao Senhor, com o coração totalmente obstinado na prática de pecados. Mesmo diante da justa disciplina, a pessoa em coma espiritual declara a sua independência de Deus.

Quando a voz do coração começa a falar mais alto e damos atenção às suas propostas, é um claro sinal que um coma espiritual se aproxima. Começamos a focalizar muito o ego e a proclamar o evangelho da autoestima. Faz-se necessário que urgentemente busquemos a graça do Senhor em nossas vidas, que é suficiente para nos fazer submissos à vontade de Deus.


MARCOS AURÉLIO DE MELO


quarta-feira, 25 de novembro de 2009

O controle de Deus sobre a criação

"Não temereis a mim? -diz o SENHOR; não tremereis diante de mim, que pus a areia para limite do mar, limite perpétuo, que ele não traspassará? Ainda que se levantem as suas ondas, não prevalecerão; ainda que bramem, não o traspassarão."
Jeremias 5:24

Alguém que está em coma espiritual deixa de perceber o controle de Deus sobre a criação


A soberania de Deus sobre a criação é um fato por demais importante que logo deixa de ser percebido por alguém que está em coma espiritual. O ceticismo começa a tomar conta e não há espaço para louvar a Deus pelas maravilhas que foram criadas, não obstante as inúmeras provas do controle de Deus sobre todas as coisas. Há um eco destas palavras em Salmos 89: 8-9. no livro de Jó, encontramos textos muito ricos sobre a majestade de Deus sobre a criação (Jó 38:4-11). O pecado destrói a percepção da grandeza de Deus e do seu infinito poder, que tudo faz como lhe agrada. A consciência não desperta para perceber quão magnífico é o Senhor que tem em suas mãos o controle de todas as coisas.

Muitos cristãos estão buscando respostas em ideias erradas para explicar catástrofes naturais, como por exemplo, o tsunami. Teorias absurdas surgiram para explicar porque acontecem fatos trágicos neste mundo. Então criaram o Teísmo Aberto, para afirmar que Deus apenas criou o mundo natural com suas leis físicas e deu corda, sem interferir mais em nada. Outra ideia antibiblica que possui grande aceitação é o dualismo, que coloca Deus em constante guerra contra Satanás, como duas forças com a mesma intensidade, porém opostas. Então, o que acontece de ruim é explicado como obra de Satanás, e o que acontece de bom é explicado como ação de Deus. Mas este não é o Deus que a Bíblia nos apresenta. A Bíblia nos mostra um Deus soberano: Deus fez o mundo e continua controlando-o. Deus tem seus propósitos que fogem da nossa limitada compreensão, e não há nada que escape do Seu controle sobre a criação. Ele possui o direito de governar tudo tal como Ele quer. Deus é como o oleiro que tem o controle completo sobre o barro. Deus é soberano na forma em que usa o seu poder. Ele o usa como, quando e onde deseja.

Os cristãos precisam resgatar esta verdade tão importante que tem se desvanecido da mente daqueles que estão em coma espiritual. Tudo que foi criado serve para mostrar a glória de Deus, mas quem está em coma profundo, espiritualmente falando, não atenta para esta verdade. Devemos proclamar as verdades contidas em textos bíblicos como: Ap. 4:11; 1 Cr. 29:11: "Teu, SENHOR, é o poder, a grandeza, a honra, a vitória e a majestade; porque teu é tudo quanto há nos céus e na terra; teu, SENHOR, é o reino, e tu te exaltaste por chefe sobre todos."

Em Provérbios 21:1 lemos que até os intentos dos reis são governados pela soberana mão do Senhor. Nem o aquecimento global, tão em evidência atualmente, foge do controle do Senhor. Como escreveu A. W. Pink, no seu livro Deus é Soberano: “Se ousarmos dizer que Deus não está controlando o mundo, então perderíamos toda a certeza de estabilidade. Se Deus não está controlando tudo, então tudo acontece por pura casualidade.”


MARCOS AURÉLIO DE MELO


terça-feira, 24 de novembro de 2009

Estado Vegetativo Espiritual

Nesta semana foi divulgada a notícia sobre um homem na Bélgica que passou os últimos 23 anos vivendo num suposto estado vegetativo, depois que os médicos erraram no diagnóstico (link da notícia). Este homem sofreu um acidente automobilístico e perdeu a coordenação motora, os movimentos dos membros e também a fala. Na verdade, ele conseguia ver, ouvir e sentir tudo o que se passava em sua volta, mas como não tinha como expressar isso, os médicos nunca mudaram o diagnóstico. Os médicos pensavam que estavam diante de um vegetal, mas afinal o homem estava consciente. Depois que o ligaram a um computador, o paciente começou a expressar-se: “Jamais esquecerei o momento em que foi identificado o que estava errado comigo – foi o meu segundo nascimento. Agora as pessoas sabem que não estou morto.” Resumindo, era uma mente saudável aprisionada num corpo paralisado.

Depois que li esta notícia comecei a pensar na triste situação que é viver em um Estado Vegetativo. Muitas pessoas em todo o mundo vivem nestas condições: apresentam apenas as funções básicas de manutenção da vida, como respiração e pulsação cardíaca, mas não possuem nenhuma consciência da realidade ao redor. É um estado inerte, sem reações, sem respostas aos estímulos, sem percepção nenhuma do que se passa em volta. Geralmente, o estado vegetativo é resultante de uma lesão cerebral grave, que atinge partes importantes do cérebro que são responsáveis pela consciência e a cognição.

Pensando em todo este contexto e analisando o texto bíblico em Jeremias 5: 21-24, comecei a pensar na situação do povo de Israel. Este povo estava em constante desobediência a Deus, vivendo de pecado em pecado, e fazendo de conta que Deus não estava se importando com nada disso. Vez após vez a palavra do Senhor veio a Jeremias para confrontar o povo mas não havia arrependimento sincero com abandono das práticas de idolatria e de cultos pagãos.

É verdade que o pecado tem um poder traumático e ocasiona sérias lesões na consciência espiritual de uma pessoa. Quando o pecado é praticado de forma intermitente e quando não há verdadeiro arrependimento, a consciência torna-se cauterizada. Esta insistência em afastar-se de Deus anula a consciência e traz prejuízos para a percepção de verdades espirituais importantes. A pessoa começa a viver num estado vegetativo espiritual, e, consequentemente, deixa de perceber certos fatos importantes. Este estado vegetativo espiritual é resultado da constante relutância em seguir ao Senhor e da constante insistência em praticar as abominações que o Senhor condena.

Marcos Aurélio de Melo
(novas postagens em breve complementando o assunto)

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Entretenimento Religioso

Vivemos dias de notável idolatria do deus chamado “entretenimento religioso”. Depois de dois milênios, a igreja não assumiu ainda o seu papel de representante do Senhor, e busca todas as formas para entreter a audiência. Como bem escreveu A. W. Tozer: "A igreja que não consegue adorar tem de ser entretida."

Não há nada mais distante do cristianismo bíblico do que a insistência em entretenimento religioso que se tornou a tônica do nosso tempo. Refiro-me às invencionices humanas no sentido de abrandar a consciência perante a grandeza do Senhor, em cuja presença é necessário temor e tremor. Irreverentemente cauterizadas, as mentes modernas se voltam para os meios superficiais que anestesiam as almas. E assim o tempo que deveria ser dedicado à adoração verdadeira em espírito, é preenchido com fantasiosas demonstrações de euforia.

Que o Senhor tenha muita misericórdia desta condição em que a igreja insistentemente tem se envolvido. Se Ele utilizasse o mesmo rigor com que tratou os adoradores do bezerro de ouro no deserto, creio que muito choro seria ouvido nos círculos denominados evangélicos. Vamos voltar ao cristianismo bíblico e adorar ao Senhor na beleza da Sua santidade, para que a Sua glória seja demonstrada através de nós, vasos de barro em Suas mãos.


MARCOS AURÉLIO DE MELO

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

A realidade do juízo de Deus

Os falsos profetas da época em que viveu o profeta Jeremias, queriam negar a qualquer preço que o juízo do Senhor viria sobre o povo de Israel. Iludiam o povo com mentiras cuidadosamente inventadas e ludibriavam até os mesmos os líderes da nação e os sacerdotes. Omitiam a realidade do juízo que estava próximo, e por isso estes profetas eram facilmente aceitos e aclamados.

Jeremias não omitiu a dura realidade que estava por vir, como conseqüência da rebeldia do povo. Ele anunciou durante 23 anos (Jr. 25:3) a Palavra do Senhor, começando de madrugada, mas o povo não queria obedecer. Diante de várias perseguições sofridas, Jeremias não abriu mão de anunciar o juízo de Deus sobre aquela nação de coração obstinado. As ameaças de morte (Jr. 26:8) não fizeram Jeremias se calar. Pelo contrário ele não negou de forma alguma que a disciplina do Senhor estava próxima: Jr. 26: 12-14. Que homem de coragem! Que exemplo a ser seguido!

O profeta Natã, quando foi confrontar o rei Davi não deixou de apresentar as conseqüências do pecado cometido. Ele não omitiu a realidade do juízo de Deus sobre a vida de Davi, pelo contrário, anunciou que viria um tempo cinzento na vida familiar do grande rei de Israel (I Sm. 12: 10-11 e 14).

Esta pregação que está em moda hoje em dia anuncia apenas o que agrada os ouvidos de pecadores, mas não possui nada de autêntico e bíblico. O que não agride o coração do homem é a mensagem mais popularizada nos redutos evangélicos mundo afora. O fato é que esta mensagem não passa no crivo das Escrituras, que mostram o retrato exato do coração humano e as conseqüências de um viver obstinado em desobediência à Palavra de Deus.

Quando anunciamos a Palavra do Senhor devemos proceder como os profetas Jeremias e Natã que não omitiram a realidade do juízo do Senhor para aqueles de coração obstinado. Ao anunciarmos a Palavra do Senhor precisamos ter sensibilidade diante do pecado e do mal. Não vamos deixar nossas mentes cauterizadas e omitir a dura pena que a Bíblia mostra ao homem que insiste em afrontar a Deus no seu estilo de vida. Que sejamos verdadeiros atalaias a serviço do Senhor nosso Deus, a quem um dia também teremos que prestar contas.


MARCOS AURÉLIO DE MELO

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

A Bíblia - um livro inspirado

Se a Bíblia foi escrita por homens, por que é considerada a Palavra de Deus? Quem faz esta pergunta geralmente está em dúvida sobre a origem da Bíblia, se ela veio de Deus, ou se originou na mente dos homens. As pessoas dizem que no papel cabe qualquer coisa, então muitos não acreditam que a Bíblia é um livro confiável porque os homens podem errar ao escrever suas ideias.

Mas a Bíblia nos diz que a sua origem é o próprio Deus. Em 2 Timóteo 3:16, lemos que toda Escritura é inspirada por Deus. A palavra que foi utilizada para a inspiração significa que Deus “respirou, soprou”. Em 2 Pedro 1:21, entendemos que cada escritor foi "influenciado" por Deus. Portanto, Deus utilizou cada um dos 40 autores da Bíblia, incluindo suas diversas origens culturais, personalidades e funções, para entregar Sua Palavra divina a toda a humanidade.

Além disso, é impossível que 40 pessoas diferentes, vivendo em lugares diferentes e em épocas diferentes, tivessem a mesma linha de raciocínio, se não fosse pela ação maravilhosa de Deus. Nós não encontramos nenhuma contradição nas Escrituras porque o autor é apenas uma pessoa: DEUS. Deus utilizou homens para registrar a Sua Palavra em forma escrita, para que todos possam conhecer as verdades que a Bíblia apresenta.

Muitos ataques já foram feitos à Bíblia, mas ela nunca deixou de ser um livro especial e verdadeiro. Deus é soberano e a Sua Palavra nunca será eliminada. Hoje a Bíblia está traduzida em várias línguas e muitos povos já conhecem o plano de Deus, porque a Palavra de Deus nunca volta vazia. E ninguém vai ter como alegar diante de Deus que nunca ouviu sobre a Sua Palavra. Portanto, temos uma grande responsabilidade ao anunciar a mensagem bíblica neste mundo porque a Bíblia não é um livro qualquer que perdeu o seu valor ao longo do tempo. A Bíblia é a Palavra de Deus, viva, santa e eficaz para iluminar o coração de muitos no caminho da salvação.

MARCOS AURÉLIO DE MELO

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Falsas esperanças

Falsas esperanças faziam parte dos discursos dos falsos profetas na época em que Jeremias viveu (Jr. 14:13-15). Anunciavam “paz, paz”, quando não havia paz nenhuma (Jr. 6:13-14). Curavam superficialmente a ferida do povo oferecendo band-aid, quando era necessária uma profunda cirurgia.

O profeta Hananias espalhava falsas esperanças ao povo, pois anunciava que o cativeiro seria apenas uma breve temporada de dois anos (Jr. 28: 2-3). Esta era uma grave mentira (Jr. 28:15), pois o cativeiro durou 70 anos (Jr. 25:12). Os falsos profetas ofereciam falsas esperanças até aos sacerdotes (Jr. 27:16), que detinham o controle religioso naquela época. Jeremias, pelo contrário, não oferecia falsas esperanças ao povo. Quando estavam no cativeiro, enviou-lhes uma carta deixando bem claro a situação que teriam que enfrentar lá no cativeiro (Jr. 29: 5-10), e só depois de 70 anos retornariam à terra natal.

Nós também, como porta-vozes do Senhor, não devemos anunciar falsas esperanças. Não devemos anunciar palavras que o Senhor não nos autorizou a anunciar (Jr. 29:23). É impressionante como falsas esperanças estão sendo espalhadas nos púlpitos hoje em dia. Os chamados pregadores da prosperidade enfeitam sua mensagem com esperanças vazias, que servem para entreter os auditórios lotados. Portanto, temos que remar contra a maré e anunciar a verdadeira mensagem do Senhor, que em nenhum momento apresenta falsas esperanças a ninguém.

Jesus Cristo nunca ofereceu uma mensagem recheada de vãs esperanças. Ele foi incisivo ao apresentar o custo do verdadeiro discipulado. Tomar a cruz dia a dia e seguir a Cristo não é algo agradável e prazeroso (Lc. 9:23), mas é o único caminho para agradar a Deus. O escriba aproximou-se oferecendo o seu serviço, mas Cristo disse: “As raposas tem seus covis e as aves dos céus, ninhos. Mas o Filho do homem não tem onde reclinar a cabeça” (Mt. 8:20). Cristo não ofereceu falsas esperanças ao jovem rico que se mostrou empolgado querendo saber o que fazer para ser salvo. Ele ofereceu o caminho da renúncia, não o caminho de promessas fáceis. Diante de Nicodemos, a proposta de Jesus Cristo foi considerada estranha (nascer de novo!), mas não estava carregada com pitadas de esperanças irreais.

Qualquer que seja o momento, não devemos incorrer no erro de oferecer esperanças vazias a quem quer que seja. As pessoas precisam saber que a única esperança real é aquela que a Bíblia apresenta, o que passar disso é pura ilusão. A esperança bíblica oferece um alicerce confiável que não trará frustração e desânimo. O homem precisa enxergar que somente na Palavra de Deus irá encontrar a verdadeira esperança, e nós, como porta-vozes do Senhor, devemos apresentar esta mensagem de forma transparente.

Marcos Aurélio de Melo

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Divergências Saudáveis

Problemas são inevitáveis, divergências virão. Nas melhores igrejas e com os melhores líderes, cedo ou tarde podem surgir divergências de maior ou menor grau. É muito importante que a igreja saiba lidar com as divergências internas de modo bíblico visando o bem estar do Corpo. Como podemos desenvolver o tipo de graciosa divergência que resulta em conselho, segurança e sabedoria ao invés de conflito? É necessário esclarecer que há espaço para a divergência saudável na igreja, quando o vínculo da paz é mantido através de comunhão sincera.

A verdadeira história dos conflitos não está naquilo em que estamos divergindo, mas porque e como estamos divergindo. Até que cheguemos abaixo da superfície de nossas questões, para os nossos próprios motivos ocultos, nós ainda nem mesmo começamos a lidar com os problemas que estão nos dividindo. E até que olhemos debaixo de nossos motivos ocultos, para as crenças básicas que os constroem, nós ainda teremos uma abordagem superficial do conflito. As questões em um conflito são como a ponta de um iceberg. Bem abaixo estão os motivos ocultos que fazem uma divergência saudável tornar-se amarga.

A Bíblia é clara a respeito do que acontece quando maus motivos tomam o lugar de bons motivos. Depois de participarem da ceia, na noite em que Cristo seria entregue às autoridades, a inveja e a ambição egoísta se tornaram fatores motivadores na discussão sobre quem era o maior dentre eles (Lc. 22: 14-27). O irmão de Jesus, Tiago, escreveu na sua epístola que a sabedoria não está associada com motivações erradas dentro do coração (Tiago 3: 13-16). Paulo também nos indica as motivações que devem estar por trás do comportamento cristão, quando surgirem situações que trazem divergência (II Tm. 2: 24-20). Resumindo, posso afirmar: "quando somos motivados por sentimentos pecaminosos nenhuma divergência será saudável."

1 - QUESTÕES SUPERFICIAIS: é aquilo em que estamos de acordo ou aquilo em que não estamos de acordo. Cuidado: temos a tendência de supervalorizar a divergência, sem julgar nossos motivos e crenças à luz das Escrituras.
2 - MOTIVOS OCULTOS: são as razões porque concordamos ou não, e a posição se estamos pró ou contra um ao outro. São as motivações internas que nos levam a tomar partido em um dos lados da divergência.
3 - CRENÇAS BÁSICAS: é o que acreditamos a respeito de Deus, nós mesmos e as nossas circunstâncias (pessoas, situações). Estas crenças formam não apenas a razão porque não estamos concordando, mas, também como estamos discordando. As crenças precisam estar enraizadas na Palavra de Deus, senão tudo desmoronará.

Amar não significa sempre ceder aos outros da forma como eles querem. Às vezes, eles devem enxergar a seriedade de nossas convicções, mas no processo eles precisam também sentir que nossa divergência é graciosa e amável. Eles precisam entender que não estamos meramente divergindo para proteger os nossos próprios interesses mesquinhos. A única forma de sermos pessoas amáveis é descansando na habilidade de Deus para suprir-nos e guiar-nos.

Vamos avaliar seriamente nosso procedimento quando as divergências surgirem e testar se estamos enfatizando demasiadamente as questões superficiais, deixando de perceber os reais motivos que estão por trás e as crenças que moldam nossas atitudes (Fp. 4: 2-9).


domingo, 25 de outubro de 2009

Raízes e fruto do egocentrismo

“Sabe, porém, isto: nos últimos dias, sobrevirão tempos difíceis, pois os homens serão egoístas.”
II Tm. 3:1-2a

ETIMOLOGIA:
A palavra "egoístas" vem do grego "PHILAUTOS" (PHILOS: AMOR; AUTO: SI MESMOS) – Amantes de si mesmos

A recomendação do apóstolo Paulo a Timóteo inicia com uma palavra que está em moda nos nossos dias. Vivemos a época do narcisismo e da autoestima (autoamor ou autovalorização) – o homem busca cada vez mais o autoendeusamento. É um velho problema que nos leva à origem de tudo, no Éden. Como escreveu William Law: “Todo fiho de Adão está a serviço do ego.” É muito fácil perceber que Eva colocou o próprio ego em evidência pois ouviu a mentira de Satanás (Gn. 3:1-7). Autointeresse, autosatisfação e autoafirmação estavam por trás da motivação de Eva em desobeder à ordem clara de Deus. “Satanás induziu Eva a praticar o primeiro ato egoísta da história humana.”

O ser humano lida diariamente com os efeitos devastadores deste ato de rebeldia. Os esforços feitos pela movimento da autoestima elevada ou positiva buscam recriar o Éden e levar o homem de volta à felicidade. Esta visão humanista da vida está recheada de egocentrismo e tenta colocar o homem no centro do Universo. A todo instante, os professores da autoestima confrontam as crenças que valorizamos, trocando os princípios bíblicos por novos métodos, reescrevendo letras de música e exigindo mudanças na pregação. Até na questão de disciplina de filhos existem opiniões inovadoras: não prejudiquem a autoimagem positiva da criança!

Não podemos negar que há um desejo legítimo, colocado por Deus dentro de todas as pessoas, de encontrar propósito e significado de sua existência. O erro do humanismo e do movimento da autoestima positiva é buscar no ego aquilo que só Deus pode prover. Pascal falou de um vazio interior com a forma de Deus, o qual somente Deus pode preencher. Hoje, porém, esse vazio interior é explicado com a falta de valor pessoal e autoestima; são oferecidas soluções “eu-centralizadas” que não satisfazem a sede espiritual que o homem tem do próprio Deus.

O que os escritores do Novo Testamento realmente exigem de seus leitores? Exatamente o oposto das práticas de autoestima. Eles insistem que seus leitores amem a Deus e uns aos outros apesar de qualquer privação. Mas os defensores da autoestima tentam utilizar textos bíblicos para apoiar suas ideias. Por exemplo: Mateus 22: 36-40 (Amarás o teu próximo como a ti mesmo – Mt.22:39b). A ideia que está em evidência na mídia e em muitas igrejas é que “sem o amor-próprio não tem como existir amor por outras pessoas.” Os pregadores e escritores estão defendendo a seguinte tese: “somos incapazes de amar alguém porque não aprendemos a amar a nós mesmos.” No entanto, o mandamento neste texto bíblico é claro: “Você deve amar ao próximo como você já ama a si mesmo.” (Ef. 5:29) O mandamento de amar ao próximo está relacionado com intensidade, fervor e quantidade amor próprio que já temos por nós mesmos, pois o pecado de Adão e Eva foi trasmitido a todas as pessoas.

Não há sequer um herói ou heróina da fé em toda a Bíblia que possa ser apresentado como exemplo de alguém que cultivou uma autoimagem positiva ou autoestima elevada. Entre suas afirmações o apóstolo Paulo se rotulou como “o principal dos pecadores” (I Tm. 1:15), um “desventurado homem” (Rm. 7:24) e “o menor de todos os santos (Ef. :8). Paulo exortou os filipenses (e a nós também): “considerem cada um os outros superiores a si mesmo” (Fl. 2:3). Somos desafiados nas páginas da Bíblia a tirar o foco de nós mesmos e direcionar nossos esforços para abençoar outras pessoas, vivendo exclusivamente para a glória de Deus (I Co. 10:31).


Texto adaptado do livro Escapando da Sedução, de Dave Hunt.

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

A respeito da salvação

Tornar-se semelhante a Deus é, e precisa ser, o supremo objetivo de toda criatura moral. Esta é a razão da sua criação, a finalidade sem a qual não existiria nenhuma desculpa para sua existência. Deixando de fora, no momento, aqueles estranhos e belos seres celestiais a respeito dos quais conhecemos tão pouco (os anjos), concentraremos nossa atenção na raça caída da humanidade. Criados originalmente na imagem de Deus, não permanecemos no nosso estado original, deixamos nossa habitação apropriada, ouvimos os conselhos de Satanás e andamos de acordo com o curso deste mundo e com o espírito que agora opera nos filhos da desobediência.

Mas Deus, que é rico em misericórdia, com seu grande amor com que nos amou, mesmo quando estávamos mortos em nossos pecados, proveu-nos expiação. A suprema obra de Cristo na redenção não foi salvar-nos do inferno, mas restaurar-nos à semelhança de Deus, ao propósito declarado em Romanos 8: “Porquanto aos que de antemão conheceu, também os predestinou para serem conformes à imagem de seu Filho” (Rm 8.29).

Embora a perfeita restauração à imagem divina aguarda o dia do aparecimento de Cristo, a obra da restauração está em andamento agora. Há uma lenta, porém firme, transmutação do vil e impuro metal da natureza humana para o ouro da semelhança divina, que ocorre quando a alma contempla com fé a glória de Deus na face de Jesus Cristo ( 2 Co 3.18).

Agora, apresso-me em negar qualquer identificação com a idéia popular de salvação por esforço humano ou força de vontade. Estou radicalmente oposto a toda forma de doutrina, com “capa” cristã, que ensina a depender da “força latente dentro de nós”, ou a confiar em “pensamento criativo” no lugar do poder de Deus. Todas estas filosofias infundadas falham exatamente no mesmo ponto – por presumirem erroneamente que a correnteza da natureza humana possa ser levada a voltar e subir as cataratas no sentido contrário. Isto é impossível. “A salvação vem do Senhor”.

Para ser salvo, o homem perdido precisa ser alcançado pelo poder de Deus e elevado a um nível superior. Precisa haver uma transmissão de vida divina no mistério do novo nascimento, antes de poder aplicar à sua vida as palavras do apóstolo: “E todos nós, que com a face descoberta contemplamos a glória do Senhor, segundo a sua imagem estamos sendo transformados com glória cada vez maior, a qual vem do Senhor, que é o Espírito” (2 Co 3.18, NVI).


A. W. TOZER

sábado, 17 de outubro de 2009

Pedagogia da Disciplina

A disciplina na vida do cristão deve ser encarada como um período de treinamento que traz aperfeiçoamento moral para o filho de Deus. O cativeiro babilônico foi uma dura disciplina de Deus para o povo de Israel por causa da enorme idolatria que reinava na nação - eles abandonaram o Senhor, o manancial de águas vivas (Jr. 2:13). Neste contexto eu gostaria de compartilhar com todos os leitores deste blog três lições muito valiosas que o crente deve compreender após atravessar um período de treinamento moral, baseado em Jr. 29:10-13. Veja estas lições e compartilhe também com outros irmãos.




Marcos Aurélio de Melo
Estudo Bíblico - 14.10.2009
Culto de Oração da IBR Jardim Amazonas

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Lamentações Pecaminosas

Diz o texto bíblico em Números 14:1, que a congregação dos filhos de Israel gritou em alta voz e chorou muito naquela noite em Cades-arnéia. Foi o choro do desespero diante do desconhecido – o choro da insatisfação com a graça de Deus. O povo derramou muitas lágrimas no deserto porque imaginou que a mão do Senhor não seria suficiente para conduzi-los na conquista da terra de Canaã. A palavra que foi traduzida por choro ('anaq) tem o sentido de um clamor muito forte, como um grande gemido. A palavra está relacionada com a idéia de um choro além do comum e desproporcional.

E este tipo choro foi somente perca de tempo, porque estava manchado pelo pecado. Esta lamentação foi pecaminosa porque era fruto da insatisfação com a graça do Senhor. Esta lamentação foi pecaminosa porque os israelitas não olharam para o Senhor e a Sua Graça, mas para os seus próprios recursos humanos. O choro dos israelitas aconteceu na hora errada e pelos motivos errados. Não era hora de chorar. Era hora de confiar na abundante graça de Deus, que não abandonaria o Seu povo à própria sorte. Não havia motivos para chorar e lamentar, porque a promessa de Deus estava clara e o povo já tinha provado da bondade do Senhor desde que saiu do Egito.

Crentes com sintomas de autopiedade são encontrados facilmente. Não basta ir muito longe, basta olhar para nós mesmos em algumas circunstâncias da vida. Começamos a lamentar e até chorar em voz alta porque passamos a confiar muito em nós mesmos e não em Deus. Este choro Deus desaprova totalmente, porque parte de um coração autopiedoso que coloca o “eu” no centro do viver. Todos nós temos uma tendência natural para a autopiedade – e precisamos combatê-la. A pessoa busca se fazer de vítima em momentos de crise, e não olha para a manifestação da graça de Deus sobre a sua vida. O Senhor não nos dá nada além do que possamos suportar e sua graça sempre estará presente em nossa vida. Por isso não precisamos andar lamuriando nos cantos da vida, sem confiar que a graça de Deus será suficiente para atravessarmos o deserto e vencer os desafios pela frente.

As circunstâncias difíceis da vida geralmente servem para revelar a força ou a fraqueza que estão há muito tempo adormecidas dentro de nós. O que fará toda a diferença é saber onde colocamos a nossa confiança. O temor vai embora e o lamento perde a sua força quando colocamos a confiança na graça de Deus (Sl. 56:11). Em qualquer circunstância da vida devemos ter em mente que a graça de Deus será suficiente ao longo da jornada. Sempre é necessário pregar a nós mesmos esta mensagem.

Como você tem reagido diante dos desafios que a vida traz? Aqui sempre teremos aflições, mas devemos ter bom ânimo e ficar satisfeitos com a graça de Deus sobre a nossa vida. Que possamos deixar de lado as lamentações de autopiedade e o choro pecaminoso porque Deus está conosco e não há o que temer. No Salmo 42:11, observamos Davi questionando a si mesmo: “Porque estás abatida ó minha alma?” Vamos chorar e lamentar pelos motivos corretos e não por causa de insatisfação com a graça de Deus. Ela é suficiente – a graça de Deus nos basta (I Co. 12:9).


MARCOS AURÉLIO DE MELO

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Decisões precipitadas

Em Cades Barnéia (Nm. 14:1-12), os israelitas decidiram escolher um líder que os levasse de volta para o Egito. O retrocesso aqui é notório. Esta decisão precipitada é tomada no calor da situação, diante dos enormes perigos que os espias relataram ao povo. Sem a menor cautela eles passam por cima da liderança de Moisés e Arão e resolvem eleger um capitão que os conduza em “segurança” ao Egito. Também decidem apedrejar Josué e Calebe (Nm. 14:10) que falavam confiantes na graça de Deus, no Seu poder e majestade. Foram decisões precipitadas que colocaram em evidência o que estava no coração do povo: a falta de satisfação com a graça de Deus. Em momento algum desta narrativa observamos um mínimo de bom senso, apenas a precipitação em agir por impulso, sem ao menos consultar ao Senhor.

Este comportamento precipitado do povo de Israel já foi observado também na ocasião em que fizeram um bezerro de ouro (Ex. 32:1-6), porque Moisés demorava em descer do monte Sinai. Agiram por impulso novamente, pela dureza do coração em não estar satisfeito com a graça de Deus.

Não saber esperar em Deus é um indicativo de insatisfação com a Sua graça. Prudência cabe em qualquer lugar na vida, mas somente quem está plenamente satisfeito com a graça do Senhor terá condições de agir com prudência. Em Pv. 19:2, lemos: “Não é bom proceder sem refletir e peca quem é precipitado.” As decisões precipitadas estão diretamente relacionadas a falta de confiança no cuidado de Deus. Tomamos decisões precipitadas porque pensamos ter a melhor solução. Só depois descobrimos que foi um “tiro no pé” que nos deixará com cicatrizes por toda a vida. Por isso devemos sempre estar satisfeitos com o que Deus tem reservado para nós. Saber esperar sem agir precipitadamente é uma demonstração de satisfação com a provisão divina.

Às vezes somos levados no calor de um momento a tomar decisões precipitadas. Pressionados pelas circunstâncias deixamos de valorizar a graça do Senhor sobre nós e resolvemos agir por nossa conta. Este tipo de comportamento demonstra autossuficiência que é uma afronta ao nosso Deus. Podemos até pensar que estamos avançando, mas na realidade estamos retrocedendo quando deixamos de confiar na graça suficiente de Deus para tomar decisões precipitadas. Eleger um líder para voltar ao Egito ou decidir apedrejar dois servos de Deus demonstra um grande retrocesso do povo de Israel.

Como nós estamos em relação a este aspecto? Confiar na abundância da graça de Deus e estar satisfeito com ela é a melhor saída. Não esqueça disso! Que sejamos crentes que depositam esperança em Deus e não agem por impulso, movidos por decisões precipitadas que certamente acabarão mal. A vida do crente deve ser de completa dependência do Senhor em comunhão constante. Quando estamos insatisfeitos com a Sua Maravilhosa graça teremos dificuldade em esperar e depender de Deus. Vamos orar como Davi: “Esperei confiantemente no Senhor, Ele se inclinou para mim e me ouviu quando clamei por socorro” (Sl. 40:1). Esta é a melhor decisão: confiar na suficiência do Senhor.

MARCOS AURÉLIO DE MELO

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Conclusões Insensatas

Os israelitas estavam diante da terra Prometida, em Cades-Barnéia, mas ficaram receosos de ir adiante, sem a mínima confiança na graça de Deus. Diante dos fatos relatados pelos espias, todos os filhos de Israel tiraram a seguinte conclusão: “Oxalá tivéssemos morrido na terra do Egito! Ou mesmo neste deserto!” Eles concluíram que a melhor saída seria a morte no Egito ou no deserto. Chegaram a afirmar que o propósito de Deus era entregar seus filhos como presas nas mãos dos habitantes (gigantes) daquela terra. Estas conclusões são totalmente absurdas diante de tantas demonstrações da graça do Senhor, inclusive em preservar os filhos (presas) dos israelitas (Nm. 14:29 e 31). No raciocínio do povo, Deus os trouxe até aquele lugar para dar fim a todos eles, sem a menor explicação. Mas Deus não estava brincando com o seu povo ao tirá-lo do Egito com o propósito de levá-lo a Canaã. Depois de tantas demonstrações da graça de Deus em conduzir o seu povo, a conclusão do povo é totalmente desprovida de confiança no Senhor.

Em Dt. 1:27, Moisés registrou o que eles disseram: “O Senhor nos odeia”, esta foi a conclusão a qual os israelitas chegaram. Esta conclusão é totalmente insensata e nos mostra o quadro desesperador que se instala no coração humano, quando a graça de Deus é desprezada. Naquele dia os israelitas provaram que o coração do homem é muito enganoso e pode ser facilmente levado por conclusões insensatas que entram em contradição com a Palavra de Deus. O povo devia apenas contar com a graça e fidelidade do SENHOR para avançar em direção à Canaã, mas diante da insatisfação com a graça de Deus foram enganados por conclusões sem o menor sentido.

Em situações de teste na nossa vida somos levados a ter algumas conclusões. A pergunta é: que tipo de conclusão tem sido? Como reagimos diante dos desafios diários que temos em nosso viver? Muitos escolhem o mesmo caminho, e são levados a tirar conclusões erradas sobre a situação que estão enfrentando. Alguns assumem a postura que estão decepcionados com Deus e que a vida não vale mais a pena. Esta nunca foi a vontade de Deus para os filhos que Ele redimiu com graça e glória.

O apóstolo Paulo, depois de descrever várias faces da graça salvadora de Deus, nos leva a seguinte conclusão: “Aquele que não poupou a seu próprio Filho, antes, por todos nós o entre porventura não nos dará graciosamente com ele todas as cousas? Porque eu estou bem certo, de que nem morte, nem vida, nem anjos, nem principados, nem cousas do presente, nem do porvir, nem poderes, nem altura, nem profundidade, nem qualquer outra criatura poderá separar-nos do amor de Deus, que está em Cristo Jesus nosso Senhor.” (Romanos 8:32,38,39).

Que conclusões belíssimas Paulo teve ao provar e ficar satisfeito com a graça de Deus derramada sobre a sua vida! Que possamos também acertar nas nossas conclusões.

Marcos Aurélio de Melo

domingo, 20 de setembro de 2009

Unidade na igreja X Conflitos

Para lidar biblicamente com os conflitos a igreja precisa entender os princípios que a Bíblia apresenta sobre unidade. Neste estudo bíblico para a EBD de jovens, são relacionados três princípios essenciais sobre a unidade na igreja.


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MARCOS AURÉLIO DE MELO
LIÇÃO DE EBD JOVENS DA IBRJA EM PETROLINA